sexta-feira, 3 de outubro de 2008

verdes

Depois de um bom tempo faço um post, e nesse texto relato algo que não deveria relatar. E quem entende é apenas eu.
Confesso aqui que nunca tinha visto verdes que me prendessem tanto como hoje. Pareciam uma lagoa. Um verde mais límpido que água que bate na pedra e reflete a luz do sol.
Trincou até mesmo minh'alma. Chegava a doer ver a partida. Chegou a doer ver ir embora por ali, na Duque de Caxias.
Deu vontade de descer e seguir ali, atrás dos verdes para onde me levassem. Se me levassem ao fim da São João, eu iria. Caso quisessem me levar à direita, eu iria. Caso quisessem me deixar na Júlio Mesquita, ou na Aurora, iria também.
Sim, há um grande sentimentalismo e até mesmo entusiasmo de minha parte. Mas os verdes vieram a me encantar de tal forma inexplicável....
Não digo que senti o que não sinto há bons tempos, pois pelos verdes foi apenas uma grande cobiça. Uma grande vontade de guardar os verdes para si mesmo. Aqueles verdes que contrastavam com o loiro, chegando ao ruivo, talvez....
E nessa hora a única que estava ali e que viu os verdes comigo e que também tenha se fixado aos verdes foi minha maçã, que eu carregava na minha bolsa, que por ironia do destino também é verde.

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