terça-feira, 21 de outubro de 2008

Templo na Tailândia




Templo na Tailândia construído com mais de 1 milhão de garrafas.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Uma linha e tudo acaba.

Não adianta querer se prender à política ou dinheiro.Nem sentimento ou religião. Isso tudo são apenas reflexos.
O que necessitamos agora é nos prender em qualquer coisa, não é?Material ou não. Real ou não. Abstrato, concreto. É de extrema importância uma "segurança", um "conforto". Aonde encontrar? O que precisamos é palpável... Deve até mesmo ter sangue.O que precisamos é mudar esse pensamento sujo e pobre e pequeno por demais.
Queria eu (e ainda quero) que todas as palavras de todos que possuem pensamentos bons se tornem atos (urgentemente). Quero letras grandes e espaços largos.Chega de esperar por alguém que realize milagre. (Não, meus queridos, Jesus não nos salvará mais.)
Agora percebo o que ainda é invisível para alguns (muitos). Um sobro à mais pode ser fatal. Um deslize, um erro, um acerto ou um fechar de portas. Ou um bater de palmas a um filho da puta qualquer. Se morrêssemos agora, morreríamos sofrendo menos.
Parece que chega a cortar (o vento). A água se tornou cortante (cortável?)... Eu também. Tu também te tornastes (o quê?)...
O que nos tornamos é impossível de dizer. O que tudo se tornou não possui sequer descrição que contraia tudo em uma palavra só. Incompreensível, sim. Essas palavras são mais ainda (eu sei). É meio sem começo e sem fim. Meio que só eu entenda, assim como só eu vejo certas coisas.Minha mente...
Leia entre as linhas e me entenderás.

sábado, 11 de outubro de 2008

"...ela pareceu, parecia tão sozinha e parecia que era minha aquela solidão."

Engenheiros anda narrando meus dias.
Minhas voltas nas noites, minhas manhãs e minhas solidões de sábado.

Principalmente Piano Bar.

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor.
O que você não pode, eu não vou te pedir.
O que você não quer, eu não quero insistir.
Diga a verdade, doa a quem doer.
Doe sangue e me dê seu telefone.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar,
Às vezes fica longe, imposível de encontrar
Mas, quando o Bourbon é bom
Toda noite é noite de luar.
No táxi que me trouxe até aqui Willie Nelson me dava razão,
As últimas do esporte, hora certa, crime e religião.
Na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.
Toda vez que falta luz,
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos,
Um salto no escuro da piscina.
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo.
Tudo um dia vira luz.
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos.
Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia.
Era o princípio num precipício.
Era o meu corpo que caía.
Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
P arecia que era minha aquela solidão.
Ontem à noite, eu conheci uma guria que eu já conhecia de outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.
No início era um precipício um corpo que caía
Depois virou um vício.
Foi tão difícil acordar no outro dia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

verdes

Depois de um bom tempo faço um post, e nesse texto relato algo que não deveria relatar. E quem entende é apenas eu.
Confesso aqui que nunca tinha visto verdes que me prendessem tanto como hoje. Pareciam uma lagoa. Um verde mais límpido que água que bate na pedra e reflete a luz do sol.
Trincou até mesmo minh'alma. Chegava a doer ver a partida. Chegou a doer ver ir embora por ali, na Duque de Caxias.
Deu vontade de descer e seguir ali, atrás dos verdes para onde me levassem. Se me levassem ao fim da São João, eu iria. Caso quisessem me levar à direita, eu iria. Caso quisessem me deixar na Júlio Mesquita, ou na Aurora, iria também.
Sim, há um grande sentimentalismo e até mesmo entusiasmo de minha parte. Mas os verdes vieram a me encantar de tal forma inexplicável....
Não digo que senti o que não sinto há bons tempos, pois pelos verdes foi apenas uma grande cobiça. Uma grande vontade de guardar os verdes para si mesmo. Aqueles verdes que contrastavam com o loiro, chegando ao ruivo, talvez....
E nessa hora a única que estava ali e que viu os verdes comigo e que também tenha se fixado aos verdes foi minha maçã, que eu carregava na minha bolsa, que por ironia do destino também é verde.