quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O mundo é que está errado.

Caminha na rua e conversa. Enquanto anda, olha os carros, mas agora não se lembra de nenhum, como se nem mesmo tivessem existido. Apenas lembra que era 10.51 quando entrou no ônibus, sob o céu sem cor, sem sabor, sem cheiro.
Por que vês o mundo e tudo tão vazio? E também vês que já têm mais o mínimo possível de esperança. Todos os dias olhamos o céu sem cor, sem azul, pesado e com nuvens postas a chover mas mesmo assim, apenas o olhamos. Seria o céu e toda essa obscuridade reflexos de nossas vidas(sobrevividas, por sinal)?
Sobe a rua e vê um vermelho em árvore. Deveras, é algo de destaque. Algo até que estranho em dias de hoje, entre as casas iguais e os rostos idênticos (quadrados e sem expressão alguma);
Em meio à tudo tão parecido e desgostoso (ou com pouco sabor, talvez), gosta de um sorriso e de um formato de olhos (meigos, extremamente cordiais). Perde-se todos os dias nesses olhos. Perder-se-á por quanto tempo nesses olhos? Inexplicável, possivelmente dias incontáveis. É tão puro e tão simples; diferente, até. É dessa simplicidade toda e dessa falta de jeito que precisas, por mais que não assuma.
É melhor falar por código e tornar-se cada vez mais indecifrável. Desse modo, ninguém nunca entende nada e o casulo sempre está se fechando. O que vês? Sorrisos doentes, mãos trêmulas e sons (Sim, chega a ver os sons.). É agora e é sempre.
Humanidade imunda com olhos biônicos por toda a parte. Por que não há mais gargalhada sinceras em nossos contornos?

Perda de sentidos, dias em cama. Acabam-se todos assim.
Morrissey, solidão, dia 13, lã. Acaba-se por inteira, assim.

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