sexta-feira, 8 de agosto de 2008

garoa e aroma.


E encontro-me aqui sentada em frente ao computador, às 13.13 de uma sexta-feira. Particularmente, gosto desse dia da semana, apenas não gosto da chuva que não cansa lá fora.
O que vem me irritando há um tempo é essa normalidade toda. Esses dias normais, sem choros e trotes aleatórios, sem empurrões ou beijos. Algumas longas risadas e largos sorrisos, mas não passa disso. E não é pouco tempo que me encontro em tal situação.
Não. Não quero viver assim durante anos. Não quero ser igual à todos os outros, que apenas sobrevivem em seus quadrados de concreto e ali ficam até a hora derradeira chegar. Queria viver mais. Queria sair por essa chuva (a que não cansa) e não ter hora para voltar e não ter o que fazer e não ter com quem estar.
Desejo um lugar deserto, desconhecido, suave. Com cores claras e sonhos bons. Quero paz e cheiro de cachimbo no ar. Ah, esse aroma! Esse mesmo que senti pela manhã.
Lembro-me de quando tinha uns 7 anos e meu tio ainda morava comigo. Fumava cachimbo sentado ao portão, olhando a rua e as moçoilas que ali passavam. Vagabundo, de fato. Mas isso não vem ao caso. O que vem é o aroma do fumo do cachimbo. É tão... 'ahdsffjkldkj'. Não tem uma explicação. A única que tenho é que gosto demasiadamente daquele cheiro. Quando fecho os olhos, parece que posso sentí-lo...
Não sei por que me veio isso agora. Talvez seja pela manhã de hoje, pela chuvinha, pelo ônibus lotado e o milhão de odores que ali ficam. Acho que já tenho saudades dessa época, que nem faz tanto tempo.
Só quero agora um chá com limão, abrir a janela e dormir. E sonhar.
E que quando algo me acorde, que eu sinta o aroma tão 'ahdsffjkldkj' do cachimbo.

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