sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Até o infinito.

As sextas são tão iguais. A solidão, o pesar na mente, a porta aberta e a música no talo. Nada fora do comum.
Cansei-me de estar deste modo, de estar sempre tudo tão idêntico. "Já estou cheio de me sentir vazio."; algo que realmente define-me.
Gostaria de ter os mesmos sonhos e os mesmos desejos. Queria sair daqui logo, por aí, sem rumo e de mochila nas costas, pra lugar algum.
Às vezes me vem um gosto amargo, não sei direito. Sinto vontade de abraços demorados e de olhos brilhantes. Essa calma toda e esse meu desapego chegam a irritar.
Pergunto-me como fiquei deste modo. Tão nova e já estou assim. Devem achar diferente, devem achar incomum. Queria ter de fato meus 14 e viver como 14. Quem sabe não seria melhor.
Talvez seja melhor pensar menos num futuro próximo. E ter menos planos, também. E seguir a lei da vida, e viver como for possível, arrastando. Porém, isso não me é cabível. Nunca fui assim e não é agora que serei.
Quero que as coisas prossigam e que eu seja mais feliz, mesmo sem saber direito o que é felicidade. Simples, não?
Venho buscando por simplicidade de caráter há um tempo. Busco por felicidade não-falsa. Quero sair na chuva. Até gostaria que chovesse agora, nesse instante, para que amanhã fizesse um tempo melhor. Queria que uma mão tocasse a minha, também. Apenas para não me sentir sozinha... Ou até mesmo por sentimento.
Odeio a solidão que corrói. Odeio o amargo, o cruel, o que não acaba e nunca cansa. Odeio odiar. Pode até ser contradição em cima de contradição, mas não me importo.
Fim de agosto não me é algo bom. Não gosto de setembro, nem de outubro.

O que quero agora é o infinito e incessante, infinitamente.

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