terça-feira, 26 de agosto de 2008

...

E sempre bate uma puta vontade de sair por aí e nem voltar mais.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Até o infinito.

As sextas são tão iguais. A solidão, o pesar na mente, a porta aberta e a música no talo. Nada fora do comum.
Cansei-me de estar deste modo, de estar sempre tudo tão idêntico. "Já estou cheio de me sentir vazio."; algo que realmente define-me.
Gostaria de ter os mesmos sonhos e os mesmos desejos. Queria sair daqui logo, por aí, sem rumo e de mochila nas costas, pra lugar algum.
Às vezes me vem um gosto amargo, não sei direito. Sinto vontade de abraços demorados e de olhos brilhantes. Essa calma toda e esse meu desapego chegam a irritar.
Pergunto-me como fiquei deste modo. Tão nova e já estou assim. Devem achar diferente, devem achar incomum. Queria ter de fato meus 14 e viver como 14. Quem sabe não seria melhor.
Talvez seja melhor pensar menos num futuro próximo. E ter menos planos, também. E seguir a lei da vida, e viver como for possível, arrastando. Porém, isso não me é cabível. Nunca fui assim e não é agora que serei.
Quero que as coisas prossigam e que eu seja mais feliz, mesmo sem saber direito o que é felicidade. Simples, não?
Venho buscando por simplicidade de caráter há um tempo. Busco por felicidade não-falsa. Quero sair na chuva. Até gostaria que chovesse agora, nesse instante, para que amanhã fizesse um tempo melhor. Queria que uma mão tocasse a minha, também. Apenas para não me sentir sozinha... Ou até mesmo por sentimento.
Odeio a solidão que corrói. Odeio o amargo, o cruel, o que não acaba e nunca cansa. Odeio odiar. Pode até ser contradição em cima de contradição, mas não me importo.
Fim de agosto não me é algo bom. Não gosto de setembro, nem de outubro.

O que quero agora é o infinito e incessante, infinitamente.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

(...)

"Tudo vale a pena, se a alma não é pequena."

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

[?]

Eu não perco mais tempo e, muito menos, desgasto-me.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O mundo é que está errado.

Caminha na rua e conversa. Enquanto anda, olha os carros, mas agora não se lembra de nenhum, como se nem mesmo tivessem existido. Apenas lembra que era 10.51 quando entrou no ônibus, sob o céu sem cor, sem sabor, sem cheiro.
Por que vês o mundo e tudo tão vazio? E também vês que já têm mais o mínimo possível de esperança. Todos os dias olhamos o céu sem cor, sem azul, pesado e com nuvens postas a chover mas mesmo assim, apenas o olhamos. Seria o céu e toda essa obscuridade reflexos de nossas vidas(sobrevividas, por sinal)?
Sobe a rua e vê um vermelho em árvore. Deveras, é algo de destaque. Algo até que estranho em dias de hoje, entre as casas iguais e os rostos idênticos (quadrados e sem expressão alguma);
Em meio à tudo tão parecido e desgostoso (ou com pouco sabor, talvez), gosta de um sorriso e de um formato de olhos (meigos, extremamente cordiais). Perde-se todos os dias nesses olhos. Perder-se-á por quanto tempo nesses olhos? Inexplicável, possivelmente dias incontáveis. É tão puro e tão simples; diferente, até. É dessa simplicidade toda e dessa falta de jeito que precisas, por mais que não assuma.
É melhor falar por código e tornar-se cada vez mais indecifrável. Desse modo, ninguém nunca entende nada e o casulo sempre está se fechando. O que vês? Sorrisos doentes, mãos trêmulas e sons (Sim, chega a ver os sons.). É agora e é sempre.
Humanidade imunda com olhos biônicos por toda a parte. Por que não há mais gargalhada sinceras em nossos contornos?

Perda de sentidos, dias em cama. Acabam-se todos assim.
Morrissey, solidão, dia 13, lã. Acaba-se por inteira, assim.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

garoa e aroma.


E encontro-me aqui sentada em frente ao computador, às 13.13 de uma sexta-feira. Particularmente, gosto desse dia da semana, apenas não gosto da chuva que não cansa lá fora.
O que vem me irritando há um tempo é essa normalidade toda. Esses dias normais, sem choros e trotes aleatórios, sem empurrões ou beijos. Algumas longas risadas e largos sorrisos, mas não passa disso. E não é pouco tempo que me encontro em tal situação.
Não. Não quero viver assim durante anos. Não quero ser igual à todos os outros, que apenas sobrevivem em seus quadrados de concreto e ali ficam até a hora derradeira chegar. Queria viver mais. Queria sair por essa chuva (a que não cansa) e não ter hora para voltar e não ter o que fazer e não ter com quem estar.
Desejo um lugar deserto, desconhecido, suave. Com cores claras e sonhos bons. Quero paz e cheiro de cachimbo no ar. Ah, esse aroma! Esse mesmo que senti pela manhã.
Lembro-me de quando tinha uns 7 anos e meu tio ainda morava comigo. Fumava cachimbo sentado ao portão, olhando a rua e as moçoilas que ali passavam. Vagabundo, de fato. Mas isso não vem ao caso. O que vem é o aroma do fumo do cachimbo. É tão... 'ahdsffjkldkj'. Não tem uma explicação. A única que tenho é que gosto demasiadamente daquele cheiro. Quando fecho os olhos, parece que posso sentí-lo...
Não sei por que me veio isso agora. Talvez seja pela manhã de hoje, pela chuvinha, pelo ônibus lotado e o milhão de odores que ali ficam. Acho que já tenho saudades dessa época, que nem faz tanto tempo.
Só quero agora um chá com limão, abrir a janela e dormir. E sonhar.
E que quando algo me acorde, que eu sinta o aroma tão 'ahdsffjkldkj' do cachimbo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

strange.

.
Candy,
Candy,
Candy I can't let you go
All my life you're haunting me
I loved you so
Candy,Candy ,Candy
I can't let you go
Life is crazy
I Know baby
.

Música que não sai da mente. E várias coisas também não saem.

É. Estranho.

Repentino.


Procuro não me perder em tal.
Procuro não perder tal.


preciso de algo.




confuso e estranho, ponto. Não procuro entender.
E nem vou.




life is crazy, i know baby...