domingo, 29 de junho de 2008

Perdi as horas.

Devo ter perdido as horas. Não só as horas, como todo o tempo em si. Junto com esse tempo, N oportunidades.
Encontro-me agora (e há um bom tempo), um constante 'não sei'. Este 'não sei' vem me perseguindo, fazendo com que eu pense demasiadamente, fazendo com que haja inúmeras alterações no meu humor, fazendo com que haja...
Este 'não sei' na verdade, faz com que não haja coisa alguma. Dúvidas me corroem, destroem, fazem com que eu caia. Sim, caio, porém levanto. Sim, caio, porém não levanto. E nesse balançar de idéias é que se encontra minha pessoa. Num constante cair e levantar, levantar e cair.
Sinto agora que vem de encontro à nós todos o final dos tempos. Há momentos em que tudo parece estar demasiadamente rápido, e meu corpo tão leve, sendo levado e tomado por essa agilidade. E também há outros em que meu corpo empurra o mundo e tudo o que há nele, e desse modo fica tudo tão pesado, tudo tão... uniforme, talvez.

Sei que quero algo para mim. Mas não sei ao certo o que desejo. Tinha tantos planos, e de uma hora para outra, vejo tudo se despencando, caindo como se nunca tivessem sido nada. E isso para gerando desilusão, isso vai gerando um pesar profundo em minha mente complexa e que vem se corroendo. Meus pensamentos se auto-corroem, um corroe o outro, um destrói o outro. Na verdade, a realidade vem destruindo todos meus pensamentos e sonhos, levando-me a raciocinar no mínimo 3 vezes sobre qualquer coisa que eu faça.

Está tudo tão complicado. Vejo o mundo tão complicado. Vejo minhas coisas serem tão complicadas.

Em meio a tudo isso, vejo que perdi mesmo as horas. Perdi as horas de fazer com que o hoje fosse menos estranho e... complicado.