domingo, 28 de dezembro de 2008

Mais um dia, mais um ano.

Só escrevo algo agora, na noite de um domingo chato, para não deixar em branco o fim de ano [mesmo eu detestando todos os finais de ano possíveis].
Não tenho muito para refletir sobre isto, afinal, foi mais um ano como todos os outros. Com problemas como nos outros anos, coisas inesperadas, pessoas novas, cenas repetidas...Como sempre.
Apenas agradeço por estar aqui, por viver, por sentir. Apenas agradeço por pessoas importantes existirem e por conseguir várias coisas materiais que desejava há tempos, esperando sempre melhorar minha parte imaterial.



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eu quero é paz para todos
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

ferdinando

(...)

love me or leave me, tell me no lies,
ask me no questions, send me no spies,
you know love´s a thief, steal your heart in the night,
slip through your fingers, you best hold on tight.

everything changes, it all stays the same,
everyone guilty, no one to blame,
every way out, brings you back to the start,
everyone dies to break somebody´s heart.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Silêncio que transborda

É, este mesmo. É este o silêncio que me afeta todos os dias, seja bem ou mal. De qualquer forma o considero bom, posto que é necessário. Como sempre sinto umas pequenas dores (não, não são no corpo) mentais. Alguns distúrbios, surtos, alegrias repentinas, vontades. Tudo isso vem durante o silêncio que transborda.Neste enorme silêncio me afogo de corpo e alma. O meu silêncio é pior ainda, porque ele fala. Não fala algo que possa ser ouvido, mas sim, que apenas eu ouço e sinto. E daí vêm as dores. Muitas palavras cortam, sim. Machucam, ferem. Mas acho que não há nada pior do que o silêncio próprio, que nos faz incapazes de mentir para nós mesmo. E o problema é este: muitas vezes queremos mentir para nós mesmo, mas... Mas o silêncio vem e nos suga, e traz tudo o que procuramos esconder.Queria eu (e quero sempre) esconder tantas passagens de minha curta vida... Mas não posso. Nada pode ser escondido, trancado, fechado... Mesmo que tentemos muito, tudo volta uma hora à mente. E aí não tem mais jeito. Quando chega novamente (é, de novo) o silêncio que transborda, aquilo que é ruim (ou bom, mas não digno de ser relembrado) vem à tona. Gostaria que eu tivesse mais barulho nesse silêncio. E que esse barulho não fosse minha mente, minhas idéias e sim, o que os outros pensam. Mudaria a vida de todos. Mudaria até mesmo a humanidade (não encare humanidade como algo enorme, pois uma mísera fagulha estelar que caia em nosso espaço pode nos exterminar)! Sinto-me tão pequena, mínima, diante de tantos pensamentos de todos, de tantos silêncios, de tantos afogamentos e tantas procuras que por isso, afogo-me em silêncio agora, e depois, e mais tantas vezes que ele vier, para que possa entender pelo menos 1/1000000000000 de minha mente e de como estou aqui, nesse instante, escrevendo coisas tão...curvas.Percebo então, que tudo que existe (e até mesmo o que existirá) é fruto do silêncio que transborda, ou que transbordou um dia.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Templo na Tailândia




Templo na Tailândia construído com mais de 1 milhão de garrafas.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Uma linha e tudo acaba.

Não adianta querer se prender à política ou dinheiro.Nem sentimento ou religião. Isso tudo são apenas reflexos.
O que necessitamos agora é nos prender em qualquer coisa, não é?Material ou não. Real ou não. Abstrato, concreto. É de extrema importância uma "segurança", um "conforto". Aonde encontrar? O que precisamos é palpável... Deve até mesmo ter sangue.O que precisamos é mudar esse pensamento sujo e pobre e pequeno por demais.
Queria eu (e ainda quero) que todas as palavras de todos que possuem pensamentos bons se tornem atos (urgentemente). Quero letras grandes e espaços largos.Chega de esperar por alguém que realize milagre. (Não, meus queridos, Jesus não nos salvará mais.)
Agora percebo o que ainda é invisível para alguns (muitos). Um sobro à mais pode ser fatal. Um deslize, um erro, um acerto ou um fechar de portas. Ou um bater de palmas a um filho da puta qualquer. Se morrêssemos agora, morreríamos sofrendo menos.
Parece que chega a cortar (o vento). A água se tornou cortante (cortável?)... Eu também. Tu também te tornastes (o quê?)...
O que nos tornamos é impossível de dizer. O que tudo se tornou não possui sequer descrição que contraia tudo em uma palavra só. Incompreensível, sim. Essas palavras são mais ainda (eu sei). É meio sem começo e sem fim. Meio que só eu entenda, assim como só eu vejo certas coisas.Minha mente...
Leia entre as linhas e me entenderás.

sábado, 11 de outubro de 2008

"...ela pareceu, parecia tão sozinha e parecia que era minha aquela solidão."

Engenheiros anda narrando meus dias.
Minhas voltas nas noites, minhas manhãs e minhas solidões de sábado.

Principalmente Piano Bar.

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor.
O que você não pode, eu não vou te pedir.
O que você não quer, eu não quero insistir.
Diga a verdade, doa a quem doer.
Doe sangue e me dê seu telefone.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar,
Às vezes fica longe, imposível de encontrar
Mas, quando o Bourbon é bom
Toda noite é noite de luar.
No táxi que me trouxe até aqui Willie Nelson me dava razão,
As últimas do esporte, hora certa, crime e religião.
Na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.
Toda vez que falta luz,
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos,
Um salto no escuro da piscina.
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo.
Tudo um dia vira luz.
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos.
Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia.
Era o princípio num precipício.
Era o meu corpo que caía.
Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
P arecia que era minha aquela solidão.
Ontem à noite, eu conheci uma guria que eu já conhecia de outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.
No início era um precipício um corpo que caía
Depois virou um vício.
Foi tão difícil acordar no outro dia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

verdes

Depois de um bom tempo faço um post, e nesse texto relato algo que não deveria relatar. E quem entende é apenas eu.
Confesso aqui que nunca tinha visto verdes que me prendessem tanto como hoje. Pareciam uma lagoa. Um verde mais límpido que água que bate na pedra e reflete a luz do sol.
Trincou até mesmo minh'alma. Chegava a doer ver a partida. Chegou a doer ver ir embora por ali, na Duque de Caxias.
Deu vontade de descer e seguir ali, atrás dos verdes para onde me levassem. Se me levassem ao fim da São João, eu iria. Caso quisessem me levar à direita, eu iria. Caso quisessem me deixar na Júlio Mesquita, ou na Aurora, iria também.
Sim, há um grande sentimentalismo e até mesmo entusiasmo de minha parte. Mas os verdes vieram a me encantar de tal forma inexplicável....
Não digo que senti o que não sinto há bons tempos, pois pelos verdes foi apenas uma grande cobiça. Uma grande vontade de guardar os verdes para si mesmo. Aqueles verdes que contrastavam com o loiro, chegando ao ruivo, talvez....
E nessa hora a única que estava ali e que viu os verdes comigo e que também tenha se fixado aos verdes foi minha maçã, que eu carregava na minha bolsa, que por ironia do destino também é verde.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

-

Eu queria dizer tantas coisas e ser tantas coisas, mas acabo não fazendo nada disso.
O medo do amanhã sempre vem e impede-me.
Não tenho tempo e nem muito o que falar, apenas gostaria de que tudo tivesse mais explosivo.
Esta calma toda me cansa.
[Na verdade, tudo me cansa.]

terça-feira, 26 de agosto de 2008

...

E sempre bate uma puta vontade de sair por aí e nem voltar mais.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Até o infinito.

As sextas são tão iguais. A solidão, o pesar na mente, a porta aberta e a música no talo. Nada fora do comum.
Cansei-me de estar deste modo, de estar sempre tudo tão idêntico. "Já estou cheio de me sentir vazio."; algo que realmente define-me.
Gostaria de ter os mesmos sonhos e os mesmos desejos. Queria sair daqui logo, por aí, sem rumo e de mochila nas costas, pra lugar algum.
Às vezes me vem um gosto amargo, não sei direito. Sinto vontade de abraços demorados e de olhos brilhantes. Essa calma toda e esse meu desapego chegam a irritar.
Pergunto-me como fiquei deste modo. Tão nova e já estou assim. Devem achar diferente, devem achar incomum. Queria ter de fato meus 14 e viver como 14. Quem sabe não seria melhor.
Talvez seja melhor pensar menos num futuro próximo. E ter menos planos, também. E seguir a lei da vida, e viver como for possível, arrastando. Porém, isso não me é cabível. Nunca fui assim e não é agora que serei.
Quero que as coisas prossigam e que eu seja mais feliz, mesmo sem saber direito o que é felicidade. Simples, não?
Venho buscando por simplicidade de caráter há um tempo. Busco por felicidade não-falsa. Quero sair na chuva. Até gostaria que chovesse agora, nesse instante, para que amanhã fizesse um tempo melhor. Queria que uma mão tocasse a minha, também. Apenas para não me sentir sozinha... Ou até mesmo por sentimento.
Odeio a solidão que corrói. Odeio o amargo, o cruel, o que não acaba e nunca cansa. Odeio odiar. Pode até ser contradição em cima de contradição, mas não me importo.
Fim de agosto não me é algo bom. Não gosto de setembro, nem de outubro.

O que quero agora é o infinito e incessante, infinitamente.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

(...)

"Tudo vale a pena, se a alma não é pequena."

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

[?]

Eu não perco mais tempo e, muito menos, desgasto-me.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O mundo é que está errado.

Caminha na rua e conversa. Enquanto anda, olha os carros, mas agora não se lembra de nenhum, como se nem mesmo tivessem existido. Apenas lembra que era 10.51 quando entrou no ônibus, sob o céu sem cor, sem sabor, sem cheiro.
Por que vês o mundo e tudo tão vazio? E também vês que já têm mais o mínimo possível de esperança. Todos os dias olhamos o céu sem cor, sem azul, pesado e com nuvens postas a chover mas mesmo assim, apenas o olhamos. Seria o céu e toda essa obscuridade reflexos de nossas vidas(sobrevividas, por sinal)?
Sobe a rua e vê um vermelho em árvore. Deveras, é algo de destaque. Algo até que estranho em dias de hoje, entre as casas iguais e os rostos idênticos (quadrados e sem expressão alguma);
Em meio à tudo tão parecido e desgostoso (ou com pouco sabor, talvez), gosta de um sorriso e de um formato de olhos (meigos, extremamente cordiais). Perde-se todos os dias nesses olhos. Perder-se-á por quanto tempo nesses olhos? Inexplicável, possivelmente dias incontáveis. É tão puro e tão simples; diferente, até. É dessa simplicidade toda e dessa falta de jeito que precisas, por mais que não assuma.
É melhor falar por código e tornar-se cada vez mais indecifrável. Desse modo, ninguém nunca entende nada e o casulo sempre está se fechando. O que vês? Sorrisos doentes, mãos trêmulas e sons (Sim, chega a ver os sons.). É agora e é sempre.
Humanidade imunda com olhos biônicos por toda a parte. Por que não há mais gargalhada sinceras em nossos contornos?

Perda de sentidos, dias em cama. Acabam-se todos assim.
Morrissey, solidão, dia 13, lã. Acaba-se por inteira, assim.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

garoa e aroma.


E encontro-me aqui sentada em frente ao computador, às 13.13 de uma sexta-feira. Particularmente, gosto desse dia da semana, apenas não gosto da chuva que não cansa lá fora.
O que vem me irritando há um tempo é essa normalidade toda. Esses dias normais, sem choros e trotes aleatórios, sem empurrões ou beijos. Algumas longas risadas e largos sorrisos, mas não passa disso. E não é pouco tempo que me encontro em tal situação.
Não. Não quero viver assim durante anos. Não quero ser igual à todos os outros, que apenas sobrevivem em seus quadrados de concreto e ali ficam até a hora derradeira chegar. Queria viver mais. Queria sair por essa chuva (a que não cansa) e não ter hora para voltar e não ter o que fazer e não ter com quem estar.
Desejo um lugar deserto, desconhecido, suave. Com cores claras e sonhos bons. Quero paz e cheiro de cachimbo no ar. Ah, esse aroma! Esse mesmo que senti pela manhã.
Lembro-me de quando tinha uns 7 anos e meu tio ainda morava comigo. Fumava cachimbo sentado ao portão, olhando a rua e as moçoilas que ali passavam. Vagabundo, de fato. Mas isso não vem ao caso. O que vem é o aroma do fumo do cachimbo. É tão... 'ahdsffjkldkj'. Não tem uma explicação. A única que tenho é que gosto demasiadamente daquele cheiro. Quando fecho os olhos, parece que posso sentí-lo...
Não sei por que me veio isso agora. Talvez seja pela manhã de hoje, pela chuvinha, pelo ônibus lotado e o milhão de odores que ali ficam. Acho que já tenho saudades dessa época, que nem faz tanto tempo.
Só quero agora um chá com limão, abrir a janela e dormir. E sonhar.
E que quando algo me acorde, que eu sinta o aroma tão 'ahdsffjkldkj' do cachimbo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

strange.

.
Candy,
Candy,
Candy I can't let you go
All my life you're haunting me
I loved you so
Candy,Candy ,Candy
I can't let you go
Life is crazy
I Know baby
.

Música que não sai da mente. E várias coisas também não saem.

É. Estranho.

Repentino.


Procuro não me perder em tal.
Procuro não perder tal.


preciso de algo.




confuso e estranho, ponto. Não procuro entender.
E nem vou.




life is crazy, i know baby...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Falta-me um bom tanto de boas coisas. Embora eu esteja numa boa fase de boas coisas.
A paciência, o conformismo, a solidão, a tristeza, os surtos, aquela paz misturada com raiva. Tudo isso me falta, agora.

Prefiro continuar com essas faltas. Quero apenas continuar assim.
Quero que apenas eu mesma nunca falte a mim.

domingo, 27 de julho de 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

longe

"Gemia a rede, o leito flutuava. Assim devia ser no mar, o mar distante e imaginado que talvez nunca viesse a conhecer. Mas não estava num barco, não estava no mar. Abria os olhos: paredes, teto, o quarto em sombra, tudo parecia remoto, um aposento recordado. Cerrava-os - transviava-se de si mesma, do que era, do que então sofria. Reabria-os, tornava a fechá-los, girava, imergia em trevas cada vez mais densas. Os limites entre as coisas presentes e o que repousava em sua alma, entre o rememorado, o imediato e o sonhado fugiam, os numerosos liames que a ligavam àquele instante de sua vida embaraçavam-se, partia-se, ela se buscava e não se encontrava."

250, de O fiel e a pedra.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

fechada para balanço.

E tudo agora parece apenas uma tortura. Já perdi minhas contas de quantas palavras foram presas. Tenho vontade de gritar, correr e liberar tudo o que há de ruim de minh'alma.. Uma raiva tão grande (que chega a ser estúpida) toma conta de mim quase em todo instante. A tolerância me fere.

terça-feira, 1 de julho de 2008

algumas lembranças íntimas

Talvez ela estivesse sofrendo com tudo aquilo. Ou não.


Foi ao mesmo lugar hoje. Pediu a mesma coisa. Sentou numa cadeira atrás, para não sentir tanto vazio.Imaginou, relembrou, refletiu e sonhou. E por mais que fale, sempre, e sempre, lhe dizem a mesma coisa, "pode ter sido melhor assim". Ou não.

Ela já não tem mais medo de andar sozinha, nem medo de altura. Não tem medo de sair à noite, nem de andar no meio dos carros. Não tem medo porque também não tem mais nada a perder. O que possuía de mais importante, já havia perdido mesmo. (...)

Observava o distante. E um carro quase a leva. E quando olha a placa, lá está, aquele nome. Maldito nome.

Não se esforça mais. Vive como antes. Vai levando as coisas, tentando disfarçar. Sempre é mais fácil disfarçar. Fingir um sorriso aqui, outro ali. Talvez isso a torne falsa ou cínica. Ou apenas a torne mais rude, mais agressiva, mais revoltada com tudo.

É melhor chorar escondida. É melhor ir uma vez por semana na mesma igreja, e sentar no mesmo banco, e orar pelas mesmas coisas. Um dia Deus atende. Não pede nada para si, apenas para quem ama. Sabe que por mais que esteja sofrendo, poderia, e ainda pode ser pior.

Aprendeu a conviver com qualquer tipo de gente. Aprendeu a sonhar menos. E quer cada vez mais fugir para Campinas. Acha que ali é seu lugar, que algo ali a espera. Por que? Não sabe ao certo. Mas quer fazer sua vida ali. Ou não.

Não quer mudar de planos. Não quer mudar mais por quem quer que seja. Quer apenas fazer o que sempre fez.

Na verdade, quer apenas esquecer um montão de coisas. Quer jogar tudo o que existe nas gavetas da memória para o lixo. Quer fingir que nada aconteceu. Mas sempre lembra quando passa pelas ruas, sempre lembra quando ouve "Quanto mais feio, quanto mais sujo...", quando vê um Lucky, quando vê o Marlboro Verde, quando vai dormir. E nessa hora, abraça seu travesseiro, como sempre.

Às vezes finge ser forte. Em outras finge ser alegre. E nesse mundo falso é onde vai se reconstruindo.

Quer cores e planos novos em sua vida. Quer passar pelo que nunca havia passado. Quer esquecer de tudo, quer sentir o vento novamente numa noite qualquer sentada na praça, como antes fazia.E tomar conhaque de novo e ouvir as mesmas músicas de antes e sonhar como sonhava e dormir como dormia e ter o mesmo brilho que possuía no olhar.

Tudo vem com o tempo, pensa. E espera que esse tempo passe rápido, mesmo sabendo que está passando cada vez mais devagar.

Talvez isso mude, talvez isso volte, talvez isso cresça, talvez se apague. Ou não. (...)

domingo, 29 de junho de 2008

Perdi as horas.

Devo ter perdido as horas. Não só as horas, como todo o tempo em si. Junto com esse tempo, N oportunidades.
Encontro-me agora (e há um bom tempo), um constante 'não sei'. Este 'não sei' vem me perseguindo, fazendo com que eu pense demasiadamente, fazendo com que haja inúmeras alterações no meu humor, fazendo com que haja...
Este 'não sei' na verdade, faz com que não haja coisa alguma. Dúvidas me corroem, destroem, fazem com que eu caia. Sim, caio, porém levanto. Sim, caio, porém não levanto. E nesse balançar de idéias é que se encontra minha pessoa. Num constante cair e levantar, levantar e cair.
Sinto agora que vem de encontro à nós todos o final dos tempos. Há momentos em que tudo parece estar demasiadamente rápido, e meu corpo tão leve, sendo levado e tomado por essa agilidade. E também há outros em que meu corpo empurra o mundo e tudo o que há nele, e desse modo fica tudo tão pesado, tudo tão... uniforme, talvez.

Sei que quero algo para mim. Mas não sei ao certo o que desejo. Tinha tantos planos, e de uma hora para outra, vejo tudo se despencando, caindo como se nunca tivessem sido nada. E isso para gerando desilusão, isso vai gerando um pesar profundo em minha mente complexa e que vem se corroendo. Meus pensamentos se auto-corroem, um corroe o outro, um destrói o outro. Na verdade, a realidade vem destruindo todos meus pensamentos e sonhos, levando-me a raciocinar no mínimo 3 vezes sobre qualquer coisa que eu faça.

Está tudo tão complicado. Vejo o mundo tão complicado. Vejo minhas coisas serem tão complicadas.

Em meio a tudo isso, vejo que perdi mesmo as horas. Perdi as horas de fazer com que o hoje fosse menos estranho e... complicado.