sábado, 15 de agosto de 2009

"Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui..."

quarta-feira, 3 de junho de 2009

ferdinando II

meu amor ele é demais, nunca de menos
ele não precisa de camisa-de-vênus
ouça o que eu vou dizer, meu bem, me ouça,
o que ele precisa é de uma camisa-de-força.



você é a minha cura, se é que alguém tem cura...
você quer que eu cometa uma loucura.
se você me quer, cometa.



159 dias esperando.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

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na escuridão esperava por ti.








agora é só um cigarro, um segredo e nada além.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A porta

Eu vejo uma porta e tenho vontade de abri-la apenas para saber o que está na frente. Não para ficar lá fora e parar, apenas para ver e voltar. Só para estar prevenida para o bem ou para o mal.
O problema e a causa das minhas frustrações é que esta porta é trancada e sabe-lá quando destrancar-se-á. Portanto, o que me resta é esperar.
Só que a impaciência me devora com uma sagacidade nunca vista. Tortura-me depois de tanto tempo sem ela, mata-me após o costume.
Sinto saudades prematuras. Essas saudades nem deveriam existir. Tudo isto nem deveria existir, se é que algo existe. Se é que estamos aqui. [...]
Estando ou não, quero abrir a porta. Quero abrir a porta e ver coisas bonitas e sentimentos bons.

Espero que a porta se abra logo.

sábado, 28 de março de 2009

...

"Para fazer frente à selvageria do capitalismo, para fazer frente à selvageria do Estado totalitário, inventaram a democracia de mercado, um monstro muito mais cruel. Se isto não é verdade, por que o número de desempregados aumenta todos os dias? Por que as pessoas temem sair às ruas? Por que acabaram com a música? Por que quase todos estão mais pobres? Por que falam em arrocho, em contenção salarial, em redução de verbas para a saúde, a educação, a cultura? Por que fomos excluídos? Por que nas negociações de salários perdemos sempre? Por que temos de nos humilhar para manter um emprego? Por que a escola piorou e a universidade se alienou? Para onde expulsaram nossos artistas? Quem são esses jornalistas que não sabem interpretar os fatos ou, pior ainda, não podem? Por que nos sentimos menos homens e mais incapazes? Quem são esses bufões sem talento na televisão que impregnam nossa alma com vulgaridades e nos levam a querer cometer crimes? Por que nossos filhos não mais nos reconhecem e não conseguimos compreendê-los? Temos de acreditar que as empresas precisam concorrer para a queda dos custos de produção? Temos de acreditar que para os custos caírem é preciso reduzir os empregos efetivos e os salários? Temos de excluir os menos qualificados e degradar as condiões de trabalho dos demais? Temos de ser substituídos por robôs que enguiçam e ainda pagar por isso? Por que estamos com medo? Onde ficou nossa compaixão e nossa solidariedade? Quem nos fez acreditar nesta história? É preciso encontrar este monstro que só se sente livre e satisfeito vendo os outros tristes e prisioneiros e dedicar o resto de nossas vidas para exterminá-lo como se extermina um câncer."

871ª noite do livro "A milésima segunda noite", do saudoso, espetacular, provável "irmão de alma" e, infelizmente, já morto, Fausto Wolff.

domingo, 22 de março de 2009

pra quando chuver



Sei que vai chover, mas eu não ligo quando estou com você.
Deixa chover, esqueça a capa e o guarda-chuva porque nosso amor já é um abrigo, eu sei, por que proteção?

Vamos sair mesmo assim.
Já vai chover.
Vem, deixa chover, deixa molhar o seu cabelo com o meu.
Quando chover, não tenha medo de ir lá fora porque hoje a rua só pertence a nós e a mais ninguém.
Deixa molhar os seus pés, já vai chover


Os pingos d'água eu vou grudar no meu corpo.
Nós dois andando sob a chuva amiga.
Quantas janelas vão fechar eu não sei, nem importa.

Vem, já vai chover.
Que tal molhar o seu cabelo com o meu?
Quando chover, não tenha medo de ir lá fora porque hoje a rua só pertence a nós e a mais ninguém.

Deixa molhar os seus pés, já vai chover.

[Raulzito]


segunda-feira, 9 de março de 2009

poço de lamúrias/reclamações/afins

Detesto relatar meus dias e o que fiz ou deixei de fazer. Mas essa "ótima" segunda-feira é digna de ser contada. Talvez eu me sinta menos frustrada com isso. Haha.

Já começa na noite de domingo que perdi o sono... Isso porque estou sem dormir direito desde a última quinta-feira. Acordo e não acho meu lápis e meu rímel, mas, assim mesmo, saio com minha cara de urso dorminhoco. Ok. Eu supero.

Vou para o meu ponto de ônibus e eis que... meu ônibus passou exatamente 1 minuto antes. Ok...Já percebi que o dia seria uma maravilha. Espero mais meia-hora e finalmente vem o ônibus. Consigo chegar a tempo no colégio para fazer a prova na primeira aula e descubro que não terei a prova. Era tudo o que eu MENOS queria hoje. Eu queria fazer a prova hoje, po. Ainda não cheguei a ponto de ter um surto, mas tudo bem.

Lá pela segunda aula começo a ter uma tontura fudida... Vou tomar meu copo de café rotineiro e cai com o mesmo efeito da bomba de Hiroshima, só que no meu pobre estômago. Ai, ai.

Minha tontura aumenta e a única solução foi correr para o mundo paralelo. Comecei a ignorar todos os sons que haviam ao meu redor... deboanalagoa. Assisto "A vida de Brian" e dou umas risadinhas, fazer o que.

Depois do meio-dia foi só merda, com direito à saídas inúteis e briga com familiares.
Minha vontade de me enfiar no buraco foi de 100 a 100000 em um segundo.

Tudo isso sem contar a bad vibe amorosa, sem contar as unhas roídas e a chuva que vai cair já, já.

Ai, ai.

Só espero que o resto da semana seja melhor... ou menos pior.